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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ativista egípcio cria questões de imagem para o Google

Por Alexei Oreskovic

Um executivo do Google que se tornou um herói da revolução egípcia vale ouro para as relações públicas da empresa, mas analistas afirmam que a companhia deve ter cuidado para não exagerar a mão.
O executivo de marketing Wael Ghonim, do Google, se tornou a face pública da revolta que derrubou o presidente Hosni Mubarak, que entregou o poder para o Exército na sexta-feira.
Ghonim foi detido pelas Forças de Segurança e ao ser libertado manteve seu protesto pela renúncia de Mubarak.
Quando o acesso à Internet foi cortado no Egito durante a fase inicial dos protestos, os engenheiros do Google trabalhando em conjunto conseguiram uma forma de permitir que os egípcios usassem o Twitter, discando um número de telefone e deixando uma mensagem de voz.
Apesar da associação da empresa com os eventos no Egito, o Google ainda não fez comentários sobre a agitação política no país. Em vez disso, concentrou-se em valores em torno da liberdade de informação e da Internet. "Estamos muito orgulhosos de ver o pessoal do Google tomar uma posição sobre essas questões", disse a porta-voz Jill Hazelbaker, na sexta-feira quando questionada sobre Ghonim.
O episódio tem sido positivo para a empresa. "Isso vai dar ao Google um pouco de publicidade positiva", disse Rosabeth Kanter, da Harvard Business School. Mas ela acrescentou: "Eles têm que ser cuidadosos."
Consumidores e empresas amam as ferramentas de comunicação que o Google oferece e mantém, mas governos menos democráticos podem ver o Google como uma ameaça. "O Google não será o site de buscas escolhido por eles", disse ela.
"(Em tese) você vai lá para vender produtos e serviços, você não vai lá para derrubar o regime."
Os laços de Ghonim com o Google e com a Internet tornaram-se parte de sua imagem e seu apelo.
"Eu sempre disse que se você quiser libertar uma sociedade, é só dar-lhe a Internet", disse Ghonim em uma entrevista à CNN na sexta-feira.
Ele ajudou a criar uma página no Facebook dedicada às vítimas da brutalidade policial, o que ajudou a desencadear os protestos.
Ferramentas da Internet, redes sociais como Facebook e Twitter tiveram um papel decisivo na revolta egípcia, ajudando a organizar e a informar os manifestantes.
Mas o Google tem feito um progresso irregular em termos do cumprimento do objetivo "Não seja malvado."
A empresa assumiu uma posição pública contrária à censura na China e se retirou parcialmente do território no ano passado, redirecionando internautas para seu site em Hong Kong.
Mas a empresa censurou seus próprios resultados de busca na China por vários anos antes de transferir o serviço de pesquisa online para Hong Kong.

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) -  Retirado de O GLOBO
Disponível em: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/02/12/ativista-egipcio-cria-questoes-de-imagem-para-google-923790669.asp

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Google é condenado na França por violação de direitos autorais

Google é condenado na França por violação de direitos autorais

Um tribunal de Paris condenou nesta sexta-feira o Google por infringir direitos autorais, em uma decisão que poderá ter consequências para os planos da companhia de disponibilizar no site livros digitalizados no mundo todo.

A Justiça francesa condenou o Google a pagar 300 mil euros (cerca de R$ 766 mil) em indenização e juros para a editora francesa La Martiniere.

A editora é uma das várias que acionaram o Google na Justiça por digitalizar seus livros sem uma permissão explícita.

O Google também foi condenado a pagar 10 mil euros por dia (cerca de R$ 25,5 mil) até que o site remova os extratos dos livros da editora de seu banco de dados.

Projeto

O projeto do Google é digitalizar milhões de livros para disponibilizá-los na internet.

A decisão da Justiça francesa é considerada uma vitória para os críticos do projeto, para quem o Google está criando um monopólio da informação.

O editor Hervé de La Martiniere entrou com sua ação contra a companhia há três anos, mas o Google continuou a digitalizar livros durante o período.

A ação original da La Martiniere, da Associação de Editores Franceses e da associação de autores SGDL pedia inicialmente que o Google fosse multado em 15 milhões de euros (cerca de R$ 38 milhões).

Os editores argumentavam que a digitalização de livros é um ato de reprodução e que, como tal, deveria ser remunerado.

BBC Brasil
Retirado de O Globo em: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/12/18/google-condenado-na-franca-por-violacao-de-direitos-autorais-915272317.asp
Publicada em 18/12/2009